Banner interno

Entenda as principais diferenças das possíveis vacinas contra o coronavírus

Entenda as principais diferenças das possíveis vacinas contra o coronavírus

Vacina. Esse é o desejo da maior parte da população mundial que sonha como fim da pandemia da Covid-19. Para alcançar esse objetivo, cientistas e laboratórios de todo o mundo trabalham para desenvolver imunizantes contra o sars-cov-2. Doze deles, aliás, estão na última etapa de pesquisa, sendo que muitas dessas vacinas já estão sendo aplicadas em mais de 50 países. 

No Brasil, a expectativa é que a vacinação comece entre o fim de janeiro e início de fevereiro, assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso. As primeiras doses devem ser disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contemplando profissionais de saúde, idosos e pessoas com comorbidades. As clínicas particulares também esperam poder colaborar com a imunização da população em breve. 

Para ter o aval da Anvisa, a vacina precisa ter eficácia mínima de 50%. Cada vacina tem apresentado uma eficácia diferente — a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em São Paulo, tem eficácia de 78%, já a de Oxford varia entre 62% e 90%, abaixo do índice das vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna, que afirmaram superar 90%.  

As vacinas têm métodos de produção diferentes, o que gera muitas dúvidas na população. Por isso, separamos alguns detalhes das metodologias utilizadas.  

Vacina de vírus inativado

Os cientistas cultivam o vírus em laboratório e depois o "matam" — na verdade, o vírus é inativado, já que cientificamente eles não morrem. Assim, esse vírus paralisado é capaz de gerar uma resposta imune do organismo, mas, como o Sars-CoV-2 está "morto", não há risco de a pessoa adoecer. Quando o corpo entrar em contato com o vírus na vida real, estará apto a se proteger. A CoronoVac, desenvolvida no Instituto Butantan, é a única que usa esse método.

Vacina genética de RNA

O RNA é uma "enciclopédia" de instruções que manda células produzirem determinadas proteínas. A vacina insere no nosso corpo uma molécula de RNA, feita em laboratório que irá instruir nossas células a produzir uma proteína que faz parte do código genético do Sars-CoV-2. O corpo entende que essa proteína produzida é o vírus inteiro e cria uma resposta imune que protegerá quando, na vida real, o Sars-CoV-2 aparecer. A vacina não lida com o novo coronavírus — tudo é feito por engenharia genética, a partir do código do Sars-CoV-2 disponível na internet. 

Vacina vetor viral

Nesse método, outro vírus trabalha como vetor para estimular a resposta imune do organismo. Nas vacinas desenvolvidas, cientistas pegam o adenovírus de macaco, que causa resfriado, removem sua carga genética e deixam apenas a "carcaça". Dentro dela, inserem um pedacinho do Sars-CoV-2. Nossas células, ao entrarem em contato com o vetor, estimularão o sistema imune a produzir anticorpos contra a covid-19. Como traz a "carcaça" de outro vírus, o sistema imune pode criar uma defesa contra o adenovírus em si e reduzir a eficácia da vacina.

Vacina proteica

Usa partículas muito pequenas do vírus (proteínas) para estimular a resposta do sistema imune. Na prática, esse tipo de vacina pula uma etapa da vacina genética de RNA: se esta estimula a célula a produzir uma proteína que será reconhecida como invasora, a vacina proteica já entrega a proteína para o corpo. Nenhuma vacina contra a covid-19 cuja eficácia já foi divulgada usa o método proteico.

 

Leia também

HPV: Mais perto que você imagina. Vacine-se!

Aproximadamente, 16 mil casos de câncer de colo do útero são diagnosticados todos os anos no Brasil, sendo a principal causa o HPV - conjunto...
Leia mais

A origem da vacina do Sarampo

Durante décadas, o sarampo foi uma das principais causas de mortalidade infantil. E, embora exista vacina contra o sarampo, o Brasil vive uma epidemia da...
Leia mais