O QUE VOCÊ PRECISA SABER
O Outubro Rosa reforça os cuidados com o câncer de mama e também abre espaço para a prevenção do câncer do colo do útero. Nesse cuidado, a vacinação contra o HPV tem um papel importante: e a proteção inclui homens e mulheres. A vacina contra HPV não previne câncer de mama: ela protege contra tipos do vírus associados a outros cânceres, como por exemplo o câncer de colo de útero. Vacinação e rastreamento do colo do útero são medidas complementares.
Índice do conteúdo
- Por que falar de HPV no Outubro Rosa?
- HPV em homens e mulheres
- Quem pode tomar a vacina contra HPV?
- Vacinação, mamografia e preventivo: qual é o papel de cada um?
- Quais exames ajudam na prevenção do câncer do colo do útero?
- Como consultar a vacinação no Dr. Vacina
- Perguntas frequentes
1. Por que falar de HPV no Outubro Rosa?
O câncer de mama está no centro do Outubro Rosa. A campanha incentiva a informação, a redução de fatores de risco e a detecção precoce. O próprio INCA reconhece o mês como uma oportunidade para abordar também a saúde da mulher e o câncer do colo do útero. INCA: prevenção no Outubro Rosa.
Para as mamas, os cuidados incluem atenção a alterações suspeitas e mamografia conforme idade, risco e orientação profissional. Um nódulo ou outra mudança deve ser investigado, mesmo fora da época prevista para exames de rotina. A mamografia ajuda a detectar alterações; ela não impede o surgimento do câncer. INCA: câncer de mama.
Já na prevenção dos cânceres relacionados ao HPV, existe uma medida adicional: a vacinação. Trazer esse assunto para outubro ajuda a transformar a conscientização em uma oportunidade de revisar também a carteira de vacinas.
2. HPV em homens e mulheres
O HPV pode infectar homens e mulheres, sem provocar sintomas. Alguns tipos causam verrugas; outros estão associados a cânceres do colo do útero, ânus, pênis, boca, garganta, cabeça e pescoço. Ter HPV não significa ter câncer. Ministério da Saúde: HPV.
A participação masculina nessa prevenção também envolve a própria saúde. Meninos e homens precisam conhecer as indicações de vacinação, além de procurar avaliação quando houver lesões ou alterações suspeitas.
O uso de preservativos reduz o risco de transmissão, mas não o elimina completamente, porque o vírus pode estar em áreas não cobertas. A prevenção reúne vacinação, proteção nas relações sexuais e acompanhamento de saúde quando indicado. Ministério da Saúde: prevenção do HPV.
3. Quem pode tomar a vacina contra HPV?
No SUS, a vacinação de rotina contempla meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única com a HPV quadrivalente. Em 2026, a estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos não vacinados ou sem registro foi prorrogada até 31 de dezembro. Grupos específicos também têm acesso conforme critérios próprios do Ministério da Saúde. Ministério da Saúde: vacinação e resgate em 2026.
Na rede privada, a vacina HPV nonavalente, também chamada HPV9, é licenciada para pessoas de 9 a 45 anos. Ela contempla proteção contra nove tipos do vírus: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58. A indicação inclui prevenção de infecções, lesões e determinados cânceres associados aos tipos cobertos, em homens e mulheres. SBIm: vacina HPV9.
O número de doses e os intervalos devem considerar idade. Quem já recebeu alguma dose deve apresentar o comprovante para avaliação do esquema, para entender se está apto a realizar a HPV nonavalente. SBIm: esquemas de vacinação.
4. Vacinação, mamografia e preventivo: qual é o papel de cada um?
| Medida | Principal função | O que precisa ficar claro |
| Vacina contra HPV | Prevenir infecções e doenças relacionadas aos tipos de HPV contemplados | Realizar a vacina aos 9 anos, não adianta a vida sexual da criança. Muito pelo contrário, protege antecipadamente para quando essa fase iniciar. |
| Mamografia | Identificar alterações suspeitas nas mamas | É um exame de detecção, não uma vacina ou tratamento |
| Teste de DNA-HPV | Detectar HPV de alto risco no rastreamento do colo do útero | Entender qual o cenário do diagnóstico. |
| Papanicolau | Identificar alterações nas células do colo do útero | Alterações podem exigir investigação e tratamento |
5. Quais medidas ajudam na prevenção do câncer do colo do útero?
O teste molecular de DNA-HPV oncogênico passou a ser o principal método previsto para o rastreamento no SUS, com implantação progressiva. Onde ele ainda não está disponível, o Papanicolau continua sendo utilizado. O rastreamento é direcionado, em geral, às pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual. Com DNA-HPV negativo, o intervalo habitual é de cinco anos; resultados alterados e situações especiais exigem outra conduta.
Outra medida que ajuda na prevenção do câncer de colo de útero é a vacinação. A vacina HPV Nonavalente trás proteção para homens e mulheres, contra a infecção do HPV que pode causar câncer de colo de útero, vulva, vagina, pênis, orofaringe, cabeça, pescoço e também contra os condilomas. INCA: rastreamento do câncer do colo do útero.
6. Como consultar a vacinação no Dr. Vacina
Aproveite o Outubro Rosa para conferir sua carteira de vacinação e a de sua família. A conversa sobre HPV deve incluir mulheres, homens, meninas e meninos, respeitando as indicações para cada idade.
Entre em contato com uma unidade Dr. Vacina para consultar a vacinação contra HPV, verificar a disponibilidade e receber orientação sobre o esquema indicado.
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7. Perguntas frequentes
A vacina contra HPV protege contra câncer de mama?
Não. Sua proteção é direcionada a tipos de HPV associados a outras doenças e cânceres. Os cuidados com as mamas devem continuar conforme orientação profissional. SBIm: indicações da HPV9.
Homens também precisam considerar a vacinação contra o HPV?
Sim. O calendário público inclui meninos, e a vacinação também contempla homens conforme idade e condições de saúde. O HPV está associado a doenças que afetam a população masculina como o câncer de cabeça, pescoço, orofaringe, pênis, ânus e verrugas. Ministério da Saúde: públicos da vacinação.
É preciso esperar aparecer algum sintoma de HPV para procurar orientação?
Não. A infecção pode não apresentar sinais durante muitos anos. A decisão sobre vacinação deve ser realizada a partir dos 9 anos, sem depender do aparecimento de sintomas. É importante realizar a imunização antecipadamente, para prevenção. Ministério da Saúde: HPV.
Procure uma unidade Dr. Vacina próxima a você:
*Fontes consultadas em setembro de 2026: Instituto Nacional de Câncer, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações.
Enfermeira responsável: Michelle Alixandre de Rezende – COREN 811468


